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Plano 15: propostas previam incentivo ao esporte e melhorias nos espaços públicos

Conclusão da Arena e reforma dos ginásios estavam no plano de propostas de Udo Döhler em 2012

Na segunda reportagem da série “Plano 15”, que discute a execução das propostas de campanha feitas por Udo Döhler em 2012, o assunto é o esporte. Em cinco metas, a candidatura do PMDB propunha melhorar a qualidade dos equipamentos esportivos e o incentivo ao desporto em cinco pilares durante a gestão.

– Concluiremos a Arena Joinville de acordo com o projeto original

Quando inaugurada, em 2004, a Arena Joinville contava apenas com o pavimento térreo em uma área de pouco mais de 19 mil m². Em 2007, foi reinaugurada após a ampliação da arquibancada, que aumentou a área do estádio para aproximadamente 29 mil m². No entanto, o projeto original, que previa até um terceiro anel de arquibancadas, nunca saiu do papel. O vereador Fernando Krelling, presidente da extinta Felej (Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville) durante a gestão 2013-2016, explica que a obra de ampliação inaugurada em 2007 impossibilitou a conclusão do estádio conforme o projeto original. “Na segunda etapa da construção da Arena já havia sido modificado o projeto original e não havia mais como terminar esse projeto, então a gente adaptou. Ainda durante o governo, o Ministério Público pediu uma adequação conforme o estatuto do torcedor, então tivemos que readequar para serem assentos de 45 centímetros, para que houvesse um espaço entre um torcedor e outro, espaços de circulação para os torcedores, então tudo isso dificultou a ampliação num todo, foram ampliados de 2 a 3 mil lugares, mas a Arena foi modificada”, afirma Fernando.

Segundo ele, além da ampliação, a Arena foi regularizada durante a gestão. “Era uma obra que parecia que não existia. Não tinha alvará de conclusão de obra, não tinha alvará de localização, então a gente regularizou toda a Arena, fizemos Estudo de Impacto de Vizinhança, todo um trâmite para conseguir os recursos federais. Isso aconteceu, não conforme o projeto original, mas a ampliação e as melhorias aconteceram”, destaca. Em 2013, a prefeitura de Joinville assinou convênio de cerca de R$ 5,5 milhões com o Governo Federal para obras de melhoria no estádio joinvilense – repasse de R$ 3,9 milhões do Ministério do Esporte com contrapartida de R$ 1,6 milhão do município. O convênio faz parte do programa de apoio à Copa do Mundo Fifa 2014, que possibilitaria o treinamento das seleções participantes do mundial na Arena Joinville. “Foram quase R$ 6 milhões entre pintura, reforma hidro sanitária, colocação de cadeiras e a ampliação do fosso”, explica o ex-presidente da Felej. No entanto, três anos após a Copa do Mundo, apenas R$ 1,7 milhão foi repassado ao município e a instalação das cadeiras, por exemplo, começou em abril deste ano.

Implantação das cadeiras começou neste ano – Juliane Guerreiro/Paralelo

Atual titular da Secretaria de Esportes, Douglas Strelow explica que além da obra em parceria com o Governo Federal, que também financia a retirada do gradil, reforma do vestiário e da área de aquecimento, a Arena Joinville deve receber até o fim do ano o projeto preventivo de incêndio. “É um investimento do poder público municipal, que a Arena não tinha desde quando foi inaugurada, e que prepara a estrutura para que seja preventiva em qualquer emergência”, diz. O secretário também explica que não há previsão de outras obras de ampliação. “Infelizmente, a Arena foi inaugurada sem ser uma obra finalizada e a gente está buscando investimento para que ela se torne o mais próximo possível de ser finalizada. Não há intenção, nesse momento, com relação à cobertura porque não dá pra prever um investimento desse. Mas, nas condições em que a gente quer estar até o fim do ano, com o projeto preventivo, pintura, as cadeiras e essas questões estruturais, ela vai estar em outro nível de conforto para o torcedor”, ressalta. Além de sediar os jogos do Joinville Esporte Clube e outras competições municipais, a Arena Joinville também abriga a Secretaria de Esportes.

Lançado em 2016, o Sisbrace (Sistema Brasileiro de Classificação de Estádios), do Ministério do Esporte, classificou em nível médio as condições de segurança (nível três), conforto e acessibilidade (nível dois) e higiene (nível quatro) da Arena, em uma escala em que o nível cinco representa a pontuação mais alta.

– Dotaremos praças de quadras poliesportivas e de areia, pistas de skate e de caminhada e palco de eventos

O Parque São Francisco, no Adhemar Garcia, inaugurado em 2014, foi o único construído na gestão com as características estabelecidas pela proposta. A estrutura conta com pista de skate, quadras poliesportivas e de areia, área de caminhada e palco para apresentações, e foi construída com investimento de R$ 1,7 milhão do Fonplata (Fundo Financeiro de Desenvolvimento da Bacia do Prata). “A nossa ideia era aumentar ainda mais, principalmente as praças dos bairros e a gente não conseguiu por questões financeiras. Mas aumentamos o número de academias da melhor idade nas praças, associações de moradores e locais onde há bastante população”, fala Fernando.

Douglas explica que a secretaria busca parcerias com escolas públicas e associações que possam ceder seus espaços para a prática esportiva nos bairros, como acontece no Programa de Iniciação Desportiva e no Mexa-se. “A gente busca aproveitar essas instalações porque criar novas exigiria uma manutenção frequente que o município não tem condições de criar em cada um dos bairros”, fala.

– Reformaremos e modernizaremos os ginásios Abel Schulz e Ivan Rodrigues

Embora ainda ostente a pintura que marca o “espaço de qualidade do futsal e basquete de Joinville”, o Ginásio de Esportes Deputado Ivan Rodrigues deixou de ser palco do esporte no município há cerca de seis anos. Nos últimos dias, ao invés de receber atletas e torcedores, é usado como depósito de equipamentos de outros órgãos do governo municipal e, após anos de inutilização em relação ao seu objetivo original, foi devolvido ao governo estadual pelo município no último mês. “Não valeria a pena investir R$ 4 milhões em uma quadra em que o futsal de Joinville não pudesse jogar por não ser uma quadra oficial. As limitações da quadra nós não conseguiríamos mais aumentar, ela seria de 36×18 e não 40×20, como pede a liga nacional”, diz Fernando. Segundo ele, a cessão de uso do governo do estado, proprietário do ginásio, não permitia a cessão, permuta, aluguel ou venda do espaço. “Ele precisaria de cinco metros de recuo em cada uma das bordas e as quatro vias que o circundam são de acesso, não teria como avançar. Uma obra de reforma seria pouco provável, além disso, o convênio com o governo do estado não possibilita vender o espaço e pegar outro como contrapartida. Então, a solução legal que nos sobrou foi a devolução para o governo do estado”, explica Douglas. Agora, cabe ao governo estadual decidir o destino do ginásio.

Ginásio Ivan Rodrigues foi devolvido ao estado em agosto deste ano – Juliane Guerreiro/Paralelo

Diferente do imóvel na rua Max Colin, o Ginásio de Esportes Abel Schulz, no Centro da cidade, foi reformado e reinaugurado no ano passado. A reforma custou cerca de R$ 1 milhão aos cofres da prefeitura e incluiu pintura, reforma das redes elétrica e hidro sanitária, projeto preventivo de incêndio, compra de equipamentos esportivos e a troca da cobertura. Este último ponto, no entanto, tem recebido críticas, já que goteiras atrapalham partidas no espaço – algumas foram até transferidas – desde o ano passado, data da reinauguração. “Nós temos uma goteira ali, foi uma telha translúcida que foi deslocada e a compra já foi feita há algumas semanas, mas ainda está no processo de troca. Como é um telhado muito alto não é algo que possa ser feito por um funcionário nosso, tem que ser mobilizado uma estrutura externa pra isso. Mas, tirando isso, o ginásio recebeu agora os jogos escolares e, dentro das condições de um ginásio inaugurado há mais de 60 anos, ele está legal”, avalia Douglas.

– Basearemos a gestão esportiva em cinco pilares:

Desporto educacional: inclui toda a estrutura escolar e milhares de jovens entre 12 e 17 anos

“Isto nós ampliamos demais. Nos jogos escolares batemos recorde de escolas participantes, fizemos os maiores jogos escolares da história da cidade. Mudamos um pouquinho o formato, transformamos em Jeville, fomos até as escolas e fizemos essa provocação aos professores de educação física, que se motivaram, e isso resultou em mais de 60 escolas participantes”, relembra Fernando. Neste ano, o formato dos jogos escolares, que começaram em agosto, foi alterado novamente e incluiu o paradesporto, que antes acontecia em uma competição separada. “Eles são classificatórios para os jogos escolares estaduais e esse ano são 58 escolas, 1.600 alunos, que é um número bacana, mas ainda é muito aquém do nosso sonho de atingir o máximo de alunos possível. Primeiro, queremos reduzir a idade mínima de 12 anos, baixar um pouco porque a gente precisa dar acesso à criança e esse contato no início faz com que ela crie gosto pelo esporte. Se isso for possível com seis, sete anos, ótimo”, analisa o atual secretário.

Outro incentivo ao esporte em Joinville é o PID (Programa de Iniciação Desportiva), que oferece treinos em diversas modalidades e bairros de Joinville para crianças e adolescentes de 5 a 18 anos. Em 2016, segundo dados da Secretaria de Esportes, foram mais de 7 mil crianças, 142 professores e 49 alunos-professor (acadêmicos de educação física que atuam como professores) envolvidos no programa, com 373 turmas de 19 modalidades em 37 bairros. Não há pré-requisitos para a inscrição de crianças e adolescentes no programa, mas as modalidades não estão disponíveis em todos os bairros porque dependem da estrutura disponível para o esporte na localidade, cedida por escolas públicas ou associações. “O que a gente vem buscando é ter indicadores para tomar as decisões. Como o PID tem mão de obra de acadêmicos, tem que avaliar o tempo de deslocamento, a disponibilidade de espaço, os pedidos que recebemos da população e criar uma sinergia para que possamos atingir o máximo de regiões possível. Hoje, dá para dizer que todas as regiões têm alguma atuação, mas ainda assim a gente quer fazer um cruzamento ainda maior com os índices de vulnerabilidade e saúde, cruzando dados para que as tomadas de decisão sejam cada vez mais assertivas”, explica Douglas. A tabela de locais e horários das modalidades disponíveis no PID está disponível neste link.

Jogos escolares reúnem escolas públicas e particulares de Joinville – Secom/Divulgação

Desporto comunitário: com realização de miniolimpíadas interbairros e o fortalecimento de modalidades tradicionais, como bolão, tiro-seta, bocha, futebol de salão, vôlei, handebol, judô, atletismo e ciclismo, entre outros.

“Essas modalidades tradicionais, principalmente o bolão, bocha e tiro, estavam muito apagadas. Então a gente começou a chamar os líderes dessas modalidades, fomentamos, e começamos a formar os campeonatos citadinos. Todos os esportes, de alguma forma, a gente aumentou. No Copão Kurt Meinert, por exemplo, nós fomos de 50 para 80 equipes, um recorde, um dos maiores do Brasil. No futsal, trouxemos campeonatos de categorias de base, a Copinha Felej com as categorias sub 7, sub 9 e sub 11, por exemplo”, diz Fernando.

Hoje, segundo Douglas, competições em outras modalidades no mesmo modelo do Copão, que este ano teve 87 equipes inscritas, não existem. “O interbairros teve, mas houve questões de descontinuidade do projeto por rivalidade dos bairros, o que acabou dando bastante dificuldade de gerenciar pelo fato de brigas e discussões”, conta o secretário. “Hoje, o Copão é o que a gente busca de esporte de participação. A gente sabe que dali não vai sair atleta, mas o objetivo é estar nos bairros, ser um encontro das famílias no fim de semana para poder assistir às partidas de futebol. Esse é o principal objetivo do desporto comunitário”, avalia Douglas.

Desporto de rendimento: preparação de equipes para os Jogos Abertos de Santa Catarina e convênios com ligas de esporte amador

Como incentivo aos atletas de rendimento, o município oferece o programa Bolsa Atleta, que atualmente beneficia 427 atletas e técnicos com bolsas entre R$ 100 e R$ 2 mil para os competidores, com teto de R$ 3 mil para técnicos. “Essa é a principal ferramenta hoje. Fomos um dos únicos municípios que manteve esse investimento. A gente percebe que quando se investe única e exclusivamente para trazer um atleta de fora para participar de uma competição, isso não gera um legado afetivo. Nosso objetivo é que o bolsa atleta atenda prioritariamente atletas que são da cidade e que tem potencial competitivo, que comecem participando da Olesc (Olimpíada Estudantil Catarinense), dos Joguinhos e que, ao longo do tempo, possam ser atletas de Jasc (Jogos Abertos de Santa Catarina) e outros campeonatos também”, explica Douglas. A faixa de incentivo do programa varia conforme o rendimento e os resultados do atleta e obedece à lei 6613/09, que instituiu a bolsa. Hoje, mais de R$ 250 mil são investidos por mês no programa.

Em relação às entidades organizadas que compreendem diversas modalidades, o município oferece, em alguns casos, isenção de IPTU (Imposto sobre Propriedade Territorial e Predial Urbana) para suas sedes e cede espaços públicos para treinamento. “A gente tem noção de que o município não consegue fazer tudo, mas a gente tenta dar o máximo de ferramentas possível, em alguns casos cedendo espaço, oferecendo mão de obra com acadêmicos, fazendo essa articulação com as universidades, o que for possível a gente busca fazer”, fala Douglas.

Leia também: Plano 15: servidores públicos avaliam valorização do trabalhador em Joinville

Para Geraldo Marconi de Matos, presidente da Avojoi Vôlei Joinville, associação fundada em 2010 e que reúne cerca de 150 atletas em categorias de 11 a 18 anos, as condições de estrutura para o esporte na cidade poderiam ser melhores. “Eu acho que poderia melhorar, com certeza. Logo no início do primeiro mandato, Joinville era para ser sede dos Jasc e, naquela ocasião, foi decidido que devido às estruturas estarem sucateadas não teria como organizar os jogos. Então a cidade abriu mão naquela época e, desde então, eu vejo que o poder público não pode fazer muita coisa, reformar ou fazer novas estruturas para Joinville ser sede de novo. Nesse ponto, acho que nossos ginásios, quadras e pistas estão meio abandonados, acho que precisamos um pouquinho mais”, avalia. Hoje, os atletas da associação treinam no Centro de Treinamento Ivo Varella, espaço cedido pelo poder público, e alguns atletas recebem o bolsa atleta e vale transporte. “O poder público faz a sua parte, mas não consegue fazer tudo. A gente encontra muita resistência para conseguir patrocínio da iniciativa privada e isso ajudaria a gente a fazer parte de mais competições. Às vezes, para poder participar de uma competição, temos que contar com a ajuda financeira dos atletas e dos seus pais”, conta Geraldo.

Fabiano Borges, técnico dos times de basquete feminino de Joinville, concorda que falta apoio da iniciativa privada. “A estrutura é excelente, o que nos falta mais é a iniciativa privada, já que o poder público faz a sua parte. Temos o CT com três quadras, o Abel Schulz e o próprio Centreventos, estamos bem servidos”, analisa. O basquete feminino em Joinville conta com 62 atletas, do sub 12 ao adulto.

Desporto de participação: valorizaremos a participação da terceira idade e o paradesporto

Em relação ao desporto de participação, Fernando Krelling aponta que o programa “Mexa-se” foi a iniciativa mais acertada da gestão. “O projeto começou na Arena, em 2013, com quinze mulheres, e foi o grande ‘boom’ do desporto de participação da gestão. Atendeu 1,5 mil pessoas em 35 bairros e a comunidade abraçou o projeto”, avalia. “Houve uma melhora significativa na saúde dessas pessoas. Em muitas, nós conseguimos mensurar triglicerídeos, colesterol, diabetes e, principalmente, diminuir a depressão na terceira idade”, completa.

“Mexa-se” começou em 2013, na Arena Joinville – Fabrício Porto/Divulgação/Paralelo

O secretário da Sesporte também destaca as Olimpíadas da Terceira Idade, que acontecem em novembro deste ano, e a participação de Joinville nos Jasti (Jogos Abertos da Terceira Idade de Santa Catarina). “Aí também vem a resposta no sentido do fomento do bolão, bocha, tiro, esses esportes que também estão ligados à terceira idade em que damos fomento, oferecendo lugar para eles treinarem”, explica. O desporto de participação, conta Douglas, ainda inclui os programas “Rua do Lazer” e “Lazer nos Bairros”.

Quanto ao paradesporto, Fernando destaca o bicampeonato nos Parajasc alcançados durante a gestão. “Nós colocamos o recorde de participação de atletas, nunca Joinville teve tantos atletas em condição de disputar essa competição. Nós fomentamos muito e abrimos o leque do bolsa atleta também para o paradesporto. Não que não existisse na gestão passada, mas a gente deu continuidade”, fala.

– Qualificação de equipamentos esportivos

“A qualificação dos equipamentos esportivos são essas reformas pontuais que a gente fez, como no CT Ivo Varella, em que refizemos, praticamente, o departamento médico, as melhorias no Abel Schulz, na Arena e no Ginásio Perácio Bernardo. Muita coisa a gente fez, mas tem bastante coisa pra fazer ainda. A cidade cresceu demais e a infraestrutura ainda é a mesma de anos atrás. É claro que isso depende de recursos e, no momento atual, a gente tem que fazer escolhas”, destaca o ex-presidente da Felej.

Para o diretor financeiro e técnico das equipes masculinas da Associação Joinvilense de Handebol, Edson Israel, o maior empecilho para o treinamento da modalidade em Joinville é a falta de quadras com as dimensões adequadas. “Nós temos só uma quadra de 40×20, que é a do Centreventos”, fala.

A falta de espaços adequados também é uma dificuldade das equipes de atletismo. “Nós treinamos em uma pista que é de pó de carvão. Mas em se tratando de uma pista não sintética, dentro do estado é a melhor que tem. Porém, está aquém do nível da equipe, já que nós temos muitas pessoas em destaque nacional e internacional. Nós já teríamos, há muito tempo, o direito de ter uma pista sintética, mas a gente sabe que o dispêndio de dinheiro é muito grande pra uma obra dessa”, fala Flavio Pscheidt, treinador e presidente da Associação Corville de Atletismo. Hoje, a equipe da associação, formada por cerca de 70 atletas, se mantém com patrocínio da iniciativa privada. “O patrocínio ajuda com anuidade, despesas de viagens, transporte, alimentação e hospedagem, enquanto a Sesporte banca o bolsa atleta para quem já tem algum destaque”, conta Flavio. Para ele, além do investimento na estrutura para treinamento, é necessário adequar os valores de referência do bolsa atleta, no mínimo, em relação à inflação. A equipe treina no complexo de atletismo da Univille, que nesta semana apresentou projeto de modernização da estrutura e prevê além da pista sintética, melhorias e criação de novos espaços na estrutura de apoio. O custo da obra está estimado em R$ 5,6 milhões e, segundo a universidade, deve ser financiado com recursos públicos e privados.

Em 2014, o município firmou convênio com o Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento 2, para a construção de um CIE (Centro de Iniciação Esportiva) na zona Sul da cidade. A estrutura ofereceria ginásio poliesportivo, área de apoio e quadra externa descoberta, mas três anos após a assinatura, apenas R$ 11 mil, dos R$ 3,4 milhões previstos para a obra, foram liberados.

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